Cheia pode ser a maior em um século
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| Municípios do interior do Amazonas estão situação crítica devido à cheia dos rios. UOL |
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, visitou Santarém na manhã de ontem e declarou que a situação da região amazônica está com características que podem marcar a maior cheia dos últimos 100 anos. Fernando Bezerra e o secretário adjunto da Defesa Civil Federal, Ivan Ramos, participaram de uma reunião com os membros do poder público de Santarém e Alenquer e da Defesa Civil Estadual para tratar sobre a cheia na região oeste do estado e sobre a liberação de recursos para ajuda humanitária às famílias atingidas pela enchente.
Na quinta-feira, o ministro esteve em Manaus, onde foi instalado o comitê de monitoramento e acompanhamento do quadro de cheia no estado do Amazonas. As visitas prosseguem por outras cidades. “A cheia do Amazonas começa a chegar ao estado do Pará e nós temos que tomar todas as providências para assistir e ajudar as famílias que estão desabrigadas e desalojadas, e reforçar o apoio aos municípios e a todo o estado do Pará’, falou.
Enfatizando que a situação é preocupante, o ministro falou que a Defesa Civil Federal está avaliando e monitorando a situação e que nesta semana foram liberados recursos para a prestação de assistência humanitária. ‘Nós conseguimos empenhar os recursos que o estado do Pará solicitou, em aproximadamente R$ 3 milhões. Essa solicitação foi feita antes do quadro ter evoluído para essa situação’, informou, após afirmar que o governo federal irá ampliar os recursos para o estado e prefeituras que já decretaram estado de emergência.
Como medida provisória, Fernando Bezerra anunciou a abertura de uma linha de crédito emergencial para o Fundo Constitucional Norte no valor de R$ 350 milhões, voltada para atender o pequeno agricultor, criador e também os outros setores da atividade produtiva, como comércio, serviço, agroindústria e indústria. ‘Eu acredito que a abertura da linha de crédito emergencial vai ajudar a minimizar os problemas causados
pela enchente e são recursos com juros subsidiados que variam de 1% a 1,5% ao ano, com carência de até três anos, e prazo para pagar de até 10 anos’.
Para a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins Lima, a vinda do Ministro da Integração e do secretário adjunto da Defesa Civil Federal pode facilitar no processo de reconhecimento do decreto de situação de emergência. ‘Às vezes a gente coloca no papel e não demonstra a situação real, então eu acredito que o ministro vindo aqui e tendo a oportunidade de ver a nossa situação possibilitará conseguir o reconhecimento da situação de emergência e a liberação de recursos’, disse a prefeita.
Fonte: O Liberal







