Caso Dorothy: Justiça nega pedido de liberdade de Regivaldo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta terça-feira (22), o pedido de liberdade ao fazendeiro Regivaldo Pereira Galão, mais conhecido por 'Taradão'.Regivaldo foi condenado a 30 anos de prisão como mandante do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, em 2005, no município de Anapú, no sudoeste paraense. A missionária foi morta a tiros. O crime teve repercussão internacional, pois a religiosa se destacava pela luta no campo.
Esta já é a terceira vez que o STJ mantém a prisão do fazendeiro, que cumpre a pena desde 2011, no Centro de Recuperação em Altamira. Regivaldo permanece preso desde o dia 6 de setembro de 2011.
Julgamento - A 1ª Câmara Criminal Isolada rejeitou o recurso impetrado pelo fazendeiro em setembro do ano passado e, manteve a unanimidade na sessão. Naquela ocasião, durante o julgamento do recurso, o autor da apelação penal, o advogado Jânio Siqueira, sustentou várias preliminares, mas todas foram rejeitadas pelos integrantes da Câmara por falta de amparo legal. O advogado alegou ter havido cerceamento de defesa no julgamento de Regivaldo, seu cliente.
Desde então, o fazendeiro tenta anular a sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, proferida em abril de 2010, e chegou a recorrer da sentença em liberdade provisória por força de um habeas corpus.
Prisão - Dos cinco acusados pelo assassinato da missionária, ele era o único que permaneceu mais tempo solto. Os demais envolvidos no crime, foram condenados e presos. São eles: Vitalmiro Bastos de Moura, o 'Bida', condenado, assim como 'Taradão', a 30 anos de prisão; Rayfran das Neves, o 'Fogoió', condenado a 27 anos; Clodoaldo Batista, o Eduardo, condenado a 17 anos; e Amair Feijoli, o 'Tato', sentenciado a 27 anos.
Redação Portal ORM






