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By Denise Amorim

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Adepará institui comitê de controle contra praga que ataca a soja

A Agência Agropecuária do Pará (Adepará) publicou no Diário Oficial do Estado de terça-feira (10) a nova composição do Comitê Estadual de Controle da Ferrugem da Soja. Diversos órgãos fazem parte do grupo, cujo objetivo é aperfeiçoar ações como a identificação de demandas estaduais e a proposta de diretrizes para o Plano Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

Foro: Divulgação
A fiscal estadual agropecuária da Adepará, Alice Thomaz, explica que, entre as atribuições do comitê, estão recomendações para grupos regionais, em consequência das informações das fontes de inoculo, ventos e condições meteorológicas, além da definição da política de localização dos laboratórios de diagnose e das estações meteorológicas. O comitê também faz a organização de grupos regionais.

Aos grupos de controle cabem, entre outras atribuições, a implantação e manutenção, junto ao comitê estadual, de um sistema de cadastro de propriedade atualizado. Detectada no Pará pela primeira vez em 2004, a ferrugem asiática é causada por um fungo (phakopsora pachyrhizi) que só sobrevive e se reproduz em plantas vivas, e que causa desfolha das plantas de soja, ocasionando, consequentemente, uma severa perda na produtividade da lavoura.

Como forma de intensificar o combate da praga nos pólos produtivos de soja no Estado, a Adepará instituiu, em 2008, o comitê estadual, que colaborou desde então para que a ferrugem fosse controlada no Pará, situação mantida até hoje.

Controle – Como forma de se adequar ao PNCFS, a Portaria nº 821, de 19 de abril de 2011, que revogou a Instrução Normativa nº 9, de 30 de dezembro de 2008, estabeleceu ações obrigatórias visando à prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no Estado, e a obrigatoriedade do controle da praga causadora da ferrugem. Entre essas ações, ficou instituído como medida preventiva o calendário de vazio sanitário para a cultura da soja, com um período de 60 dias de ausência de plantas vivas de soja no campo.

Pelas suas peculiaridades, o Pará é o único Estado do Brasil a ter dois períodos do vazio sanitário, adotado pelos três pólos de produção de soja, as regiões nordeste, oeste e sul do Estado. De 15 de julho a 15 de setembro o vazio sanitário é feito nas microrregiões de Conceição do Araguaia, Redenção, Itaituba (com exceção dos municípios de Rurópolis e Trairão), Marabá e Altamira (distrito de Castelo dos Sonhos); e no período de 1 de outubro a 30 de novembro, nas microrregiões de Santarém, Itaituba (municípios de Rurópolis e Trairão), Altamira (com exceção do distrito de Castelo dos Sonhos), Paragominas, Bragantina e Guamá.

“O número de ocorrências de ferrugem asiática registrado em nosso Estado é baixo, e para que esta situação continue é muito importante que o produtor observe e cumpra rigorosamente o período de vazio sanitário. Esta medida, a semeadura logo no início do período de cultivo e o monitoramento constante no plantio e das condições climáticas ajudam o produtor a retardar a ocorrência da ferrugem”, diz Alice Thomaz.

Ainda segundo ela, é importante também que o agricultor, “com a assistência de um engenheiro agrônomo, esteja pronto para fazer a pulverização de fungicidas registrados para o controle desta praga, assim que for necessário, seja por sua ocorrência ou de forma preventiva”, ressalta.

Além da Adepará, o comitê fica composto pelos seguintes órgãos: Superintendência Federal de Agricultura (SFA), Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Sindicato Rural de Santarém (Sirsan), Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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